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sexta-feira, 19 de outubro de 2007

NOTÍCIAS

Professores negros ocupam menos de 1% dos quadros acadêmicos no país:

A Universidade de Brasília (UnB) desenvolveu um mapeamento dos professores universitários negros nas maiores e mais importantes instituições do país. O resultado: o número de professores negros não chega, em média, a 1%. Os valores justificam o sistema adotado pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb), que reserva 40% de suas vagas para a pós-graduação (mestrado e doutorado), caso pioneiro no Brasil. A instituição ainda reserva o mesmo percentual, desde 2003, para estudantes negros vindos da escola pública.
O antropólogo José Jorge Carvalho, autor da pesquisa, concorda com o sistema de cotas. Na sua opinião, o percentual encontrado revela o nível de segregação racial existente nas universidades públicas brasileiras, formada por uma maioria branca em um país em que os negros representam 45% da população, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na pós-graduação, os números são ainda mais chocantes, ficando em torno de 0,5%.
Pesquisas Entre as 20 instituições analisadas entre 2000 e 2005, o caso mais expressivo é o da Universidade de São Paulo (USP). Dos 4.705 docentes em atividade, apenas cinco são negros, o que representa em torno de 0,1%. Diferenças grosseiras também foram encontradas na Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), na Estadual de Campinas (Unicamp), na Federal de Minas Gerais (UFMG), na Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e na própria Universidade de Brasília (UnB) O número total de docentes encontrados nessas seis instituições foi de 15.866, entre os quais apenas 67 negros, mais presentes nas áreas ditas humanas. A média geral não passa, portanto, de 0,5% de docentes negros.
Carvalho explica que realizou um censo de identificação e não de entrevista. “Tratou-se de identificar, objetivamente, onde estão os professores negros nas universidades, em vez de perguntar, através de um questionário, qual a cor/raça dos docentes. Não há falsos pardos, aqui, que poderiam responder a um questionário e embaralhar a pesquisa, inchando artificialmente o número de docentes negros”, garante.
Universidades baianasNenhuma das instituições públicas baianas – federal e estadual – participou da pesquisa realizada por José Jorge Carvalho, da UnB. Segundo o pesquisador, a Universidade Federal da Bahia (UFBA) chegou a ser incluída no projeto, mas a instituição teria apresentado resistências em colaborar com o levantamento. Segundo Carvalho, houve uma tentativa de contato com o professor Jocélio Teles, mas o acadêmico baiano nega a solicitação de dados referentes à pesquisa.

FONTE : http://www.salvadornegroamor.org.br

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