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terça-feira, 25 de novembro de 2008

RECOLOCAÇÃO PROFISSIONAL


O bom trabalho de recolocação não é o de arrumar emprego:

Como em toda área, há bons e maus prestadores de serviço quando o assunto é recolocação profissional. No programa "Trabalho" desta sexta-feira, o consultor em carreiras Marcelo Cardoso, da DBM, deu as dicas para evitar as armadilhas. A principal foi: "se a empresa oferecer garantia de emprego, pule fora.""Vou dizer mais: a chance de arranjar emprego via esses canais é mínima. As nossas estatísticas (indicam que) não atinge 1% isso de mandar mala direta de currículo...", comentou o consultor.
"O bom trabalho de recolocação não é o de arrumar emprego. Recolocar é orientar o processo", explicou. "Refletir sobre sua carreira, encontrar seus pontos fortes, escrever um bom currículo, ter uma estratégia adequada para falar com as empresas certas é um fator enorme de diferenciação em relação à grande massa que não tem o privilégio dessa orientação.
Rede de relações faz a diferença:
Cardoso destacou que a principal ferramenta para se arranjar um emprego continua sendo a rede de relações. "Mais de 70% das vagas do mercado de trabalho não são publicadas; significa que elas não estão em nenhum site, em nenhuma empresa de recrutamento... Quando surge uma vaga, as pessoas começam a indicar umas às outras: colegas de MBA, de faculdade. Isso é extremamente saudável."
"O que faz a diferença quando uma pessoa precisa se recolocar é a qualidade da sua rede de relações", resumiu. "Desenvolver essa rede não é ficar todo dia indo almoçar e fazendo happy hour, mas desenvolver visibilidade, estar próximo das pessoas. Até colegas de clube, de balada fazem parte dessa rede, ela não se dá só no ambiente de trabalho.
Paciência, foco e disciplina:
Ativar a rede de relações, definiu o consultor, significa ter foco, disciplina e paciência. "Foco no seu objetivo, disciplina porque terá de ligar uma, duas vezes --às vezes a pessoa não está ou não responde-- e paciência porque, nessa situação, você não é prioridade na agenda de ninguém."Cardoso comentou ainda sobre como se faz um currículo eficiente. "A gente transfere para o currículo as nossas chances de emprego. Ele é como se fosse uma fotografia nossa", descreveu. "O importante é entender quais foram as suas principais realizações --o que teve começo, meio e fim, e foi bem feito-- e entender que capacidades você usou para essas realizações.
Quando falar em salário?
Nada de colocar pretensão salarial no currículo, advertiu o consultor. "Você não sabe na mão de quem (o currículo) vai cair, nem como é a estrutura de remuneração da empresa...
Se mencionar a pretensão você dá ao interlocutor a possibilidade de criar um cenário que talvez não seja o melhor para você."
O ideal é deixar o assunto salário para o final da seleção. "Essas coisas são conseqüências de todo um processo. Quando você antecipa muito essa conversa, às vezes acaba perdendo uma boa oportunidade", lembrou Cardoso. Passar a bola para a empresa e perguntar o quanto ela se propõe a pagar também não é solução. "Pode fazer você se colocar numa posição de inferioridade. O que você pode dizer é que prefere entender primeiro o desafio e falar de salário depois."
FONTE : http://noticias.uol.com.br/

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